Lagos Andinos – do Chile a Argentina

A beleza dos Lagos Andinos

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Essa semana, o Blog Só Viagem publica um post sobre a viagem de um grande amigo e seguidor Raphael Lomeu. Ele e sua esposa fizeram sua primeira viagem internacional com o pequeno Miguel, de 10 meses. O destino escolhido foi atravessar do Chile a Argentina pelos Lagos Andinos!!! 

 

Todos os anos, eu e minha esposa, fazemos pelo menos uma viagem internacional mais longa, até mesmo para se desligar completamente do trabalho. Dessa vez foi diferente, a ansiedade estava muito grande, não por conta do lugar que conheceríamos, mas pelo fato de nosso pequeno, com apenas 10 meses, fazer a sua primeira viagem mais longa.
A decisão do destino foi diretamente influenciada pelo nosso filho. Decidimos viajar para Chile e Argentina por serem lugares relativamente próximos, onde qualquer emergência se poderia pegar um avião e voltar para casa. Quem nos conhece, sabe que não iríamos nos contentar com as duas capitais: Santiago e Buenos Aires, tínhamos que inserir um pouquinho de aventura nessa viagem. Depois de algumas pesquisas e algum receio, decidimos ir do Chile para a Argentina pelos Lagos Andinos.
Depois de alguns meses planejando o roteiro e a logística de fraldas, papinhas e etc…, chegou o dia. Chegando ao aeroporto, começamos a perceber que viajar com bebê tem algumas vantagens, fomos direto para a fila preferencial no check-in, imigração, embarque dentre outras coisas que seriam obvias que muitas vezes não são respeitadas. Contudo, o que me chamou a atenção foi a atitude da pessoa que nos atendeu no check-in “- O vôo não está cheio. Vou travar a poltrona do meio para vocês ficarem mais a vontade com o bebê”.
E assim Miguel parte para o seu primeiro vôo com destino a sua primeira parada: Santiago.

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Santiago – Vamos às compras
Santiago foi uma parada mais estratégica do que turística. Nós já sabíamos que os lugares do nosso roteiro que fazia um frio que não estamos acostumados e depois de procurar por diversos lugares roupas de frio para o Miguel, concluímos que seria melhor ficar um dia em Santiago só para compras. Já conhecemos Santiago de outras viagens, foi a quinta vez que estávamos parando por lá e de fato, posso garantir lá é bem mais barato que no Brasil (não chega a ser um Estados Unidos para compras).

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O nosso lugar favorito para ficar é o bairro Providência, um bairro mais residencial, tranquilo e agora com um dos maiores shoppings da cidade, o Costanera Center. Apesar de ser um pouco mais caro que o famoso Parque Arauco, foi a nossa opção para passar um dia de compras. Conseguimos comprar tudo que precisávamos e que não precisávamos também, inclusive uma cadeirinha para carro (além de lá ser mais barato, tem isofix) que iria ser utilizada em outros trechos da viagem.
No Chile em geral, inclusive nas outras cidades, é muito preparado para receber bebês. Todos os restaurantes possuem trocadores e nos hotéis, todos ofereceram berço sem custo adicional. Uma das preocupações que tínhamos era a adaptação do Miguel a um ambiente novo, isso o molequinho tirou de letra, foi uma festa no quarto, banho, … e o melhor de tudo, dormiu igual a um anjinho a noite toda.

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Depois de nosso dia de compras e um belo jantar, seguimos para o “início” da viagem – rumo a Puerto Varas, cidade base para fazer a travessia do Chile para Argentina pelos Lagos Andinos.

Puerto Varas – A viagem começou de verdade!!!!
Na verdade, o aeroporto que se chega é o de Puerto Montt, principal centro econômico da região. Nós optamos por alugar um carro direto em Puerto Varas e, com isso, o translado já estava incluso no preço do aluguel.
Após uns 30 minutos chegamos a cidade e já nos deparamos com uma paisagem espetacular: o cartão postal da cidade. Após lermos sobre a região, decidimos ficar quatro dias utilizando essa cidade como base, afinal, ficar em um hotel com uma vista do Osorno e do Lago Llanquihue não é nada mal.

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No primeiro dia, demoramos um pouco para assinar o aluguel do veículo e nos instalarmos no hotel, afinal, com bebê o ritmo fica mais lento. Ficamos pela cidade mesmo para conhecer, curtir o ambiente calmo e amigável, além de também curtir o visual das cordilheiras que a rodeia.

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Todo o turismo da região gira em torno do lago Llanquihue e as estradas para todas as cidades e atrações são margeando esse lago. Já cientes do ritmo mais lento que teríamos, optamos por duas das atrações mais faladas que foram a cidade de Frutillar e lógico, ir conhecer o vulcão Osorno.
Nos dias que se seguiram conhecemos a verdadeira cara do sul do Chile, como várias pessoas já haviam nos falado, dias frios e chuvosos, porém deu para aproveitar bem os passeios.

FRUTILLAR:

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Uma dica para comer, mesmo que não seja fã de salmão, experimente um prato com esse peixe. O salmão nessa região não tem o mesmo gosto do que comemos aqui no Brasil, com uma carne branca, realmente é muito gostoso.
Experimentamos em um restaurante, tipo delicatessen em um anfiteatro que fica na praia do lago, não me recordo o nome, mas só tem ele nesse lugar. Lagos Andinos 8

VULCÃO OSORNO:

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A Travessia dos Lagos – Novas experiências e visual de tirar o fôlego:
Para fazer a travessia, não tem muito mistério, só existe uma operadora que faz (Turistur), a única dúvida é se você vai fazer em um dia ou em dois, optamos por fazer em dois. Uma sugestão, faça em dois dias, fica menos corrido e cansativo.
A travessia começa na porta do seu hotel em Puerto Varas, onde o ônibus da operadora vai buscar. O saguão do hotel fica parecendo aeroporto, eles organizam uma estrutura para você despachar as malas, que você só vai ver novamente em Peulla, cidade de pernoite para que faz a travessia em dois dias.
O primeiro trajeto é feito de ônibus até o porto do lago Todos los Santos, esse trajeto vai margeando o Lago Llanquihue e faz uma parada em Saltos de Petrohué, onde além de uma paisagem sensacional, pode se observar também alguns salmões gigantes.

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É uma parada rápida de aproximadamente uns 20 a 30 minutos para depois seguir mais uns 15 minutos de ônibus até o local de embarque. Ao descer do ônibus, não enrole, siga direto para embarcar, apesar do barco ser grande e confortável, quanto antes você entrar, melhor vai ser o local que você sentará, afinal, cheio de paisagens maravilhosas ninguém quer ficar no meio da embarcação. É um trajeto de aproximadamente 40 minutos até a cidade de Peulla, aonde iríamos pernoitar.

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Chegando a Peulla, uma cidade com incrível 120 habitantes, sendo que, se eu não me engano, somente 4 são residentes, os demais são funcionários do hotel, da fronteira e de um posto de saúde. Em resumo, a cidade é bem pequena e com uma paisagem única no meio das cordilheiras, talvez por isso a paz e a harmonia com a natureza é algo único.
Para finalizar, uma última dica: em Peulla, após o almoço, existe a opção de fazer cavalgadas e mini-safari (bom para quem está com criança) entre outras atividades.


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